Dê sua opinião e concorra – É RÁPIDO!

Concurso Cultural RACIONAL

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Curta a fanpage do PAPO DE PRIMATA no Facebook (facebook.com/papodeprimata) e envie um e-mail para o endereço:

racional@papodeprimata.com.br

…respondendo à seguinte pergunta:

“Por que é tão importante estimular uma visão racional do mundo?”

A melhor resposta irá receber uma cópia do livro RACIONAL – A VISÃO DA DESCRENÇA, de Lucas Belarmino, autografada pelo autor!

Participe!

Trailer do livro:
https://www.youtube.com/watch?v=LvbXgwA51XA

* Apenas e-mails enviados até 10/05/2015 serão considerados.

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http://papodeprimata.com.br/concurso-cultural-racional/

Cientistas ingleses provaram a existência do PLANO ESPIRITUAL

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O experimento foi publicado no New England Journal of Science e está causando polêmica por ser o primeiro estudo com corroboração inescrutável. Céticos de diversas universidades estão rendendo-se as provas do PLANO ESPIRITUAL.

O estudo confirmou que psicografia, visão de espíritos, canalização, projeção astral podem ser reais, dependendo apenas de um dom inato a escolhidos. O experimento poderá ser utilizado em centros espírita para validar a veracidade de médiuns.

Este tipo de noticia veemente propagada em redes sociais pela maioria da população que crê no título é a prova do que conhecemos por VIÉS DE CONFIRMAÇÃO.

Uma tendência das pessoas preferirem informações que confirmem suas crenças ou hipóteses, independentemente de serem ou não verdadeiras.

Como resultado, as pessoas colhem evidências e trazem informações da memória de forma seletiva, interpretando-as de maneira enviesada (tendenciosa). O efeito é mais forte no caso de assuntos emocionalmente delicados e nos casos em que se está lidando com crenças fortemente arraigadas.

Já que as pessoas não se dão o trabalho de pesquisar a veracidade da noticia, mais uma vez recomendo o site www.e-farsas.com , qual trabalha divulgando todos os dias as falsas noticias da WEB, veja abaixo um exemplo:

Cientistas alemães provaram que existe vida após a morte. Será verdade?

http://www.e-farsas.com/cientistas-alemaes-provaram-que-existe-vida-apos-morte.html

Em meu livro “RACIONAL – A VISÃO DA DESCRENÇA”, fiz questão de trabalhar sobre o assunto. Enfatizando a importância de questionarmos autoridades e ensinando técnicas utilizadas por videntes, médiuns, ciganos e charlatães para enganar.

Encontre o livro aqui:

www.racionalolivro.com.br

Uma visão analítica do “SOBRENATURAL”

Conheça técnicas utilizadas por videntes, médiuns, ciganos, líderes religiosos e charlatões para nunca mais cair no conto do vigário.

Todo conhecimento empírico adquirido ao longo dos anos de crença do autor serão explicados com base em experimentos científicos e corroborados com opiniões pessoais, tais como:

Premonições, milagres e avisos sobrenaturais;
 Cura pela fé, preces atendidas e resposta através de um sinal divino;
Carta psicografada e viagem astral (“sair do corpo”);
Falar em línguas, a imagem de Santos e visões de espíritos;
Horóscopo e leitura de mãos, sem erros e inescrutáveis;
Visualização de OVNI e telepatia.

BULLYING – A ti sou grato.

Bullying – A “ti” sou grato.

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Por Lucas Belarmino

Desde pequeno fui simpatizante dos oprimidos. Você ser feio, ter espinhas, ser careca, cabeludo, muito magro, muito gordo ou de qualquer forma não encaixar no padrão utópico o faz vítima. Lembro-me que só não eram vítima os aliados do grupo. Por exemplo, se o motivo de tirar sarro era referente à minha magreza, percebia que no grupo que zoava aliava-se cada vez mais outros magrelos visando não serem zoados, mas zoar. Eu nunca fui assim, nunca quis fazer parte de um grupo que oprimia e discriminava, portanto eu sofri e muito (o suficiente para que meus pais me mudassem de escola).

Mais tarde, ainda sendo zoado, decidi começar musculação. Peguei gosto e com 17 anos passei de lacraia (apelido comum na época) para (homem-bomba). A intenção da musculação não era de fugir as opressões, mas teria percebido ali que funcionava. Os grupos que zombavam de mim passavam a tentar uma “aliança”. Puxavam assunto, queriam saber o que eu estava fazendo para ficar “grande” e se minha força realmente era diferenciada. Percebi naquele momento como o Ser humano era egoísta e que fazia parte de sua natureza formar grupos (hoje eu sei o quanto isto está ligado à questões de sobrevivência).

Pois bem, àqueles que caçoavam de mim agora buscavam alguma aliança, mas não conseguiam. Certo dia, no colégio presbiteriano, era o intervalo das aulas e fui ao pátio. Uni-me aos amigos de sempre (os oprimidos, eu era destaque meio a eles naquele momento, não parecia ser parte do grupo) e percebi que se aproximava o grupo do fundão, aqueles que gostavam de sacanear sem escrúpulos. Aproximaram-se e começaram a caçoar de um amigo chamando-o de “curupira”, este amigo não ficou quieto e respondeu a altura. O valentão, portanto, na intenção de mostrar ao seu grupo que era corajoso, como se estivesse participando de uma prova de aceitação para sua sustentabilidade social, partiu para agressão. Como sempre, nosso grupo apanhava, mas naquele momento havia me cansado. Levantei e mandei que soltasse meu amigo, caso contrário deveria lidar comigo. Acho que todos sabem o resultado disto, não?

O valentão jamais retrocederia, pois aquilo valia seu ego, ele sabia zoar, mas não ser zoado. Claro, o valentão soltou meu amigo e partiu para me atacar. Nunca havia me envolvido em brigas, mas naquele momento sabia que ou correspondia ou de nada valeria o ato heróico. Não tive coragem para socá-lo, mas o agarrei e sem querer o derrubei, caindo por de cima de seu corpo e pausando ao gesto de socá-lo no rosto segurando em seu pescoço, dei-lhe a chance que todo herói dá. A moralidade do herói resume-se naquela chance fundamentada à empatia e compaixão.

Naquele momento, recordo-me do rosto do vilão encostado ao chão olhando nos meus olhos em pavor, não pela aceitação do seu grupo, mas por não ser tratado como ele aos outros tratava. Ajudei-o a levantar. Sem olhar para trás ele se retirou já sendo vaiado por seu próprio grupo de “amigos” que berravam – “Apanhou, apanhou, para o NERD, apanhou!”

O restante de meus dias naquele colégio foi marcado pelo pacifismo oriundo daquela atitude e do telefone sem fio que chegava aos demais estudantes como uma agressão ao opressor. Cada estudante contava o ato não como foste, mas como queria que tivesse sido.

Deixei aquele colégio com muitos amigos de verdade, nunca me aproximei dos “bullymistas”. Noutro colégio, já remanejado com grupos – Nerds, valentões, mulherengos, etc – já cheguei me enturmando com o grupo oprimido. A partir do histórico e das conseqüências, de imediato fui o defensor dos oprimidos. As situações foram diversas. Certa vez, o rapaz da torcida mancha verde, que se vangloriava das brigas marcadas pela internet, chamou meu amigo de microfone, devido seu porte físico e cabelo volumoso, o meu amigo sentiu-se ofendido (eu só intervinha se houvesse chateação) e respondeu caçoando do vilão. A cena foi à mesma, o valentão levantando e enfrentando a mim. Este mesmo gostava de fazer graça de um amigo meu, por ser homossexual, mas já não tinha coragem de fazer na minha frente.

Ser um oprimido me trouxe, claro, algumas complicações. Acredito que hoje superei todas. A última foi minha obsessão pela musculação. Cheguei ao físico de competição e fiz tudo para chegar. Era um sonho travestido de um mal causado na infância. Um mal que me fazia acreditar que o porte físico era responsável pela emanação de poder e conduto de respeito.

O esporte é maravilhoso. Ainda é o esporte que mais exige disciplina, “entrega”, abdicação, em meu ponto de vista. Enquanto estava no esporte não chamava aquilo de obsessão, mas era claro, que quando ia sair na rua tinha que treinar para me sentir “inchado”. Fazia flexões no banheiro de casa, saia à rua para me mostrar e queria entrar nos lugares e ser o centro da atenção, tudo isto que pode ser coligado ao ego. A musculação por ego parte da premissa de um dia ter sido oprimido e simboliza a ilusão de poder. A genuína musculação é bela, é empolgante, é o maior dos esforços e a mais difícil das escolhas de estilo de vida.

Aqui, somente a história do bullying em minha vida, apesar das complicações, fez-me um militante contra o preconceito e contra qualquer opressão. Sempre serei um soldado da liberdade, qualquer que seja.

Grato por isto.

Lucas Belarmino

É possível ser racional e acreditar em Deus?

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Por Lucas Belarmino

Há pouco tempo lançou no Brasil o livro “Racional: A visão da descrença” e acredito ter sido a pergunta mais freqüente – É possível acreditar em Deus e ser racional?

Para este tema será preciso filosofia e claro, razão. Antes, vou definir os conceitos mais importantes:

RAZÃO:

Razão, no sentido geral, é a faculdade de conhecimento intelectual próprio do ser humano, é um entendimento, em oposição à emoção.

(fonte: http://www.significados.com.br/razao/)

EMOÇÃO:

As emoções são reações psicofisiológicas, que representam modos eficazes de adaptação face às mudanças ambientais, contextuais e/ou situacionais.

(fonte: http://conceito.de/emocao#ixzz3VLqqhaMO

Bem, nestas definições já fica claro que RAZÃO e EMOÇÃO são antônimos. Um não é igual o outro e tampouco se complementam.

Mas até agora o que isto tem relação com Deus?

Trabalharei meus argumentos fazendo uso de uma BARRA GRADUAL que criei:

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Vejam que Razão e Emoção encontram-se no meio e somente nos extremos temos outras duas definições: Racionalismo e Sentimentalismo. Rapidamente vamos analisá-los:

RACIONALISMO:

Que se concebe pela razão – que faz uso demasiado da razão/ lógica.

(Fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=racional)

SENTIMENTALISMO:

Excesso de sensibilidade, emoção exagerada, por algum motivo de admiração ou sem motivo aparente.

(Fonte: http://www.dicio.com.br/sentimentalismo/)

Portanto, até agora se entende que:

Razão e emoção são emoções distintas, mas que TODOS somos dotados. A manifestação da razão sobrepondo a emoção ou da emoção sobrepondo a razão depende da ocasião. Se age-se com emoção deixa-se a razão de lado, mesmo que com razão fosse agir de maneira igual, vice-versa.

“Tomei aquela atitude sem pensar, agi pela emoção”.

“Tomei aquela atitude pela razão, não com o coração”.

Está claro?

Voltemos a barrinha:

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Todos dispomos de razão e emoção, mas note que aos extremos encontra-se definições distintas e que definem por si só não ações, mas “ISMOS” como sufixo ( do grego –ISTES, para designar o adepto de uma ideologia – modo de vida).

“Aquele poeta escreve belas poesias de amor. Um sentimentalista nato.” (refere-se à personalidade do poeta e não à emoção do poema)

O sentimentalismo e o racionalismo devem, portanto, serem conceitos arraigados a personalidade de cada Ser humano, já que não são variações, mas traços ideológicos. Sendo assim, posso ser racional, mas ter momentos emotivos, mas NÃO POSSO ser um sentimentalista e ser racionalista. Ademais, posso ser um sentimentalista e por instantes agir com a razão, mas não posso ser ao mesmo tempo um racionalista.

Ainda não ficou claro? Veja a imagem abaixo:

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São caminhos distintos FÉ vs Razão, pois define-se com a própria bíblia, em Hebreus, que:
“Fé o firmamento e a prova daquilo que não se pode ver” – O oposto de racionalismo!

Agora por que estou colocando Deus contra a razão e hospedado ao conceito de sentimentalismo?

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O ateísmo encaixa-se no mesmo conceito de racionalismo, pois refere-se a uma ideologia (sufixo –ISMO).

Deus encaixa-se no conceito de sentimentalismo, pois é oriundo da emoção excessiva, ou seja, do sentimentalismo. Deus é o medo de morrer, portanto a vida eterna. O medo de um Mundo sem controle, portanto a benevolência e onipotência. O medo de sentir-se só, portanto a onipresença. O medo da injustiça, portanto a onisciência.

O ápice da emoção, a pura definição de um sentimentalista.  Deus é o significado para o que se busca um significado.

Em meu livro “Racional”, capítulo 8, faço uma análise do sentimento amor. Para que fizeste isto descrevo que as emoções devem ser “retiradas” do sistema límbico e “levadas” ao córtex pré-frontal, a região cerebral responsável pela racionalização. Sim, nem neurologicamente podemos utilizar estas áreas simultaneamente.

Um sentimentalista não poderia definir o amor da maneira que o defino. Se o pudesse não seria um sentimentalista, pois o amor é o sensacional das emoções ao extremo. Defino o amor como uma reação físico-química, mas isto não me desprovê de senti-lo. O sentimentalista poderia definir o amor como uma reação físico-química, mas o que seria de suas excessivas emoções?

O homem é considerado um Ser racional no sentido de tomar decisões baseadas na lógica, na razão. Assim como hoje se sabe que muitos animais são racionais quando esta é a definição de racionalidade.

Sugiro que digamos que o homem é um ser que possuí razão e emoção, mas não um Ser RACIONAL!

Apesar dos extremos (Racional vs Sentimental) serem opostos e arraigados a traços de personalidade, são ideologias. É possível ir de sentimental para racional, mas nunca ser ambos.

O racionalista busca ao extremo a lógica, enquanto o sentimentalista é o extremo da emoção.

Tenho um filho de 3 anos e quando ele crescer terá acesso a toda informação de meu livro, documentários e filmes a respeito de Deus, mas isso não significa que ele será um ateu, vai que seja sentimentalista, não?

Lucas Belarmino – Autor de “Racional: A visão da descrença”.

Conheça o trailer do livro: https://www.youtube.com/watch?v=LvbXgwA51XA

Compre no site: www.racionalolivro.com.br

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O cachorro salvando o peixe? – Chega de palhaçada!

Por Lucas Belarmino

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Lembram do vídeo do cachorro jogando água para salvar o peixe fora d’água?

E do peixe sendo solto a beira do rio, mas decidindo voltar para a mão do humano?

Lembram-se do pássaro que alimentava os peixes?

Pois é, nossa realidade só diz respeito ao ponto de vista humano. Dar forma ou características humanas a elementos da natureza, deuses, animais e constituintes da realidade em geral é uma forma errônea de julgar o mundo.

Conhecemos como realidade os dados armazenados em nosso cérebro através de nossos sentidos. Julgamos a realidade de acordo com nossa cultura, estabelecendo o bem e o mal, que sempre serão relativos e nunca absolutos. Percebam que uso o NUNCA absolutos, pois mesmo que achemos errado matar, algumas culturas o fazem com naturalidade (com seus motivos). As religiões estigmatizam a moralidade de acordo com suas doutrinas e dogmas, afirmando possuírem a verdade (do que é certo e do que não é) e influenciam completamente a realidade.

Ontem assisti a um vídeo do Estado Islâmico que mostra uma criança executando um árabe-israelense. Qual a visão que esta criança terá de vida? Quais serão suas percepções a respeito de moralidade?

O antropomorfismo faz-se presente na religião quando filosoficamente sabe-se o que Deus quer, pensa e gostaria ou até quando se dá forma a este Deus, de acordo com o que o Ser humano acredita. Lembram que somos a imagem e semelhança de Jeová?

Para ficar mais claro o antropomorfismo, analisemos a etimologia da palavra – antro (vem de antropologia e diz respeito ao homem), morfe (forma) – portanto é tornar algo a forma humana ou enxergar algo (Deus, espécie, elementos da natureza) julgando por nosso ponto de vista.

Tomemos como exemplo aquela senhorinha que faz questão de todos os domingos levar o cachorro de estimação para tomar banho e fazer compras. O cão deixa o pet shop repleto de jóias, um óculos de sol e uma roupinha que se parece a um terno com belos sapatos. A dona orgulha-se da “alegria” que está proporcionando ao animalzinho de estimação, quando na verdade só está vendo aquela situação de acordo com a realidade do que a agrada, não analisando que tal situação tende a estressar e não agradar ao cãozinho.

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Como detectamos o antropomorfismo?

Segundo meu amigo e biólogo Igor Morais: “Para começar, temos que conhecer o comportamento da espécie em questão. Se não o conhecemos, há grandes chances de interpretamos de forma errada o comportamento e – como nossa espécie é “sedenta” por significado – dar uma explicação baseada no comportamento do próprio ser humano. Por exemplo, os golfinhos costumam ameaçar abrindo a boca, para mostrar sua potencial arma que são os dentes. No entanto, o formato da boca de muitas espécies de golfinho lembra um sorriso. Assim, quem não conhece o comportamento desses animais pode facilmente interpretar uma ameaça como um comportamento amistoso, e – infelizmente – às vezes acontecem acidentes por causa disso.”

Dias atrás vi este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jztvao8zkpo

Trata-se de um cachorro jogando água em um peixe que estava fora d’água. Milhares de compartilhamentos e em comum as citações de que os cães têm muito a ensinar aos seres humanos. O próprio título do vídeo descreve “Quem é o animal irracional?”. O ato do cão é uma peculiaridade dos caninos, que cometem tal ação visando esconder o brinquedo, a comida, ou que quer que seja. O animal não está tentando de maneira alguma salvar o peixe!!

Também “explodiu” nas redes sociais um vídeo de um peixe sendo solto por um humano na beira do lago, mas o peixe nadava alguns metros e retornava na direção das mãos do homem que o soltou. Fora dito que o peixe era de estimação e, portanto, tinha um afeto com o dono (supostamente o rapaz que o soltava). Na verdade esta circunstância é comum a peixes com problemas cognitivos, que vão em direção a sombra e que possivelmente falecerão.

Outro caso foi a respeito de um pássaro que supostamente alimentava peixes no lago. https://www.youtube.com/watch?v=mtIdCoJdg_M (não achei o original).

E novamente foi dada a explicação pelos milhares que compartilhavam o vídeo de que o pássaro preocupava-se com os peixes e que, por isso, os alimentava. Quando na realidade a ação poderia demonstrar diversas teorias plausíveis, uma delas de que a ave teria perdido um de seus filhotes e a ação era instintiva.

Um exemplo de instinto neste sentido são os pintinhos. Quando nascem acreditam que a “mamãe” é a primeira criatura que vêem. Então se fizerem um vídeo de alguns pintinhos andando atrás de um Ser humano, podem elaborar que o pequeno pinto ama tanto o homem que não quer se afastar dele (essa parte ficou estranha não? RS).

Não sou nenhum biólogo, isto é evidente. Peço perdão se falei alguma abobrinha. O meu post de hoje é apenas uma tentativa de que sejamos mais céticos quando julgarmos outras realidades.

Lucas Belarmino

https://www.facebook.com/lucas.belarmino1

Primeira-mão! NightWish lança música com Dawkins (letra)

A música será lançada em breve, mas decidi traduzi-la (arrumando o contexto) e dispor o link  para ouvi-la.

Confira.

Por Lucas Belarmino

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Confere ai o link e abaixo a TRADUÇÃO:

https://richarddawkins.net/2015/01/we-are-all-africans-a-song-by-david-boast/

Somos todos africanos

Observo a fumaça obscurecendo o sol. Adoro este lugar. A antiga cidade de Londres, com o rio Thames fluindo com sua cor de chumbo. Me vem reflexões cintilantes. Oriundas dos desgastados bares que amo frequentar. Nesse instante pisquei e tive que novamente olhar. O céu de fogo substituiu a chuva de outono. O Rei da selva, o poderoso leão, empurrando a sujeira para o horizonte. Estava eu perdendo a mente ou lembrando de um tempo muito distante?

Pois somos todos africanos e lá a humanidade começou. Há um cromossomo em todos nós. Um que todos compartilham com uma velha senhora africana chamada cromossomo Eva. Ela é a razão pela qual vivo e respiro, então levanto meu copo e à ela brindo. Espero que vocês me acompanhem, já que se dela lembrarmos todos livres seremos.

Veja o Mundo girando através do espaço, a cada dia ficando menor com a ciência o recolhendo passo-a-passo. As galáxias reduzidas a nada mais do que finos grãos de areia. Elas estão abrigando vidas? Será que cabemos nos planos do universo?
Parei e novamente pensei. O que quer que esteja lá fora, está além do nosso controle. Asteroides movendo-se rapidamente em nossa direção. Aliens, será que virão para nos esmagar?

Mas então meus pensamentos tornaram-se cristalina, quando percebi que nada temos a temer. Pois todos somos africanos. A humanidade lá começou.

(Não tememos o sobrenatural, pois não existe, só existe o medo natural de nossos ancestrais)
E então, o que acharam?

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Lucas Belarmino, autor do livro “Racional – A visão da descrença”. Em seu tempo ocioso dedica-se a estudar temas que subjetivamente correlacionam ao ateísmo, dentre eles, biologia, astronomia, história e psicologia. Acredita que a melhor forma de se expressar é através da escrita. Pode ser encontrado no facebook em: https://www.facebook.com/lucas.belarmino1

Os escravos da atualidade – A chibatada do capitalismo

Por Lucas Belarmino

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Ouvindo a radio deparo-me com uma música do Rappa com o seguinte verso “…a miséria é um insulto, motiva a fé do Mundo”. Achei incrível a definição!

Na época dos escravos negros, a bíblia justificava que abdicassem desta vida em detrimento a uma outra eterna, obedecendo a doutrina religiosa que determinava plena subordinação a seus senhores de pele branca.

”Escravos obedeçam em tudo aos vossos senhores terrenos, não só sob o seu olhar, como se os servísseis para agradar aos homens, mas com simplicidade de coração, por temor de Deus”. – Colossenses 3:22 

”Escravos, obedeçam aos vossos senhores”. – Efésios 6:5 

”Os escravos devem estar submissos em tudo aos senhores. Que lhes sejam agradáveis, não os contradigam, não roubem”. – Tito 2:9-10 

Os versículos eram comumente utilizados pelos senhores para justificar seus atos e pelos escravos para conformar-se a servidão. O senhor sabia o que podia fazer com o escravo e quais limites eram impostos por Deus.

”Se alguém ferir seu escravo ou sua escrava com um bastão e morrer sob suas mãos, seja punido severamente, mas se sobreviver um ou dois dias, não seja punido, porque é seu dinheiro”. – Êxodo 21:20-21 

Arqueologicamente cabe notar que para a época era comum, enquanto hoje, abominamos qualquer referência aos negros como inferiores em qualquer quesito.

Aqui cito a bíblia, mas poderia muito bem apresentar “O livro dos espíritos” de Allan Kardec, que justificava que o negro seria incapaz de aprender e reforçando que deveria servir ao homem branco. Hoje Kardec seria um racista, mas não naquela época.

A religião fora suficiente para adotar a escravidão como normal e os negros como inferiores, ou fora também questão política?

É ai que está o cerne da questão. Estado e religião eram uma só instituição. As leis do Estado eram as leis do livro sagrado. Isso acontece hoje no Islã. Aplicam-se as leis dogmáticas a todos, inclusive aos que não creem em Maomé, são hereges e merecem ser punidos conforme evidenciado no livro sagrado.

Na época dos escravos, a bíblia e a fé nesta, supostamente era suficiente para que abdicassem dos prazeres da vida (pelo menos do prazer de ser livre) para que fossem recompensados numa outra vida que viria após a morte. Um escravo só aceitava ser escravo, pois era levado a crer que nascera para o “cargo” e fora designado para agradar a Deus de tal forma.

Vou adiante em opinar que o primeiro escravo a rebelar-se contra o sistema (político e religioso) foi um ateu. Este, observou cético o designo de sua vida e não concordou que a vontade divina pudesse ser benevolente. Pôs-se contra e formou opiniões com uma nova ideologia que demandava abster da “vida eterna” baseada na fé para viver plenamente esta vida, buscando justiça e moralidade de acordo com o que entendia, não mais em obediência religiosa.

Dito isto, é claro perceber como a miséria há de sustentar a fé. Se um miserável nasce sequer tendo onde abrigar-se e acha injusto que outros tenham, alguém o diz que Deus tem um plano para sua vida e que Deus é bom. Ele se conforta.

Se um indivíduo assassinar o filho de um religioso, este consegue acreditar que estava no plano de Deus e que é um teste de fé, pois Deus tudo sabe, fazendo-o ainda conseguir perdoar o assassino.

Se aquele que não crê tem bens valiosos e o religioso não os tem, a bíblia diz que aqueles que muito tem serão os primeiros a serem cobrados.

Por fim, a religião consegue justificar qualquer dificuldade levando o religioso a encarar como algo bom para sua vida. Sempre demonstrando que esta vida não vale nada.

Karl Marx afirmava que a religião era o ópio do povo. Defendia a premissa de que a religião era a única forma de controlar toda nação. Visto que qualquer forma de governo – democracia, monarquia, aristocracia, etc – sempre terá grupos que se rebelarão contra o Estado, cria-se, portanto, um Ser sobrenatural, que tudo sabe, que tudo pode e que tudo vê, e determina doutrinas – o que é certo e o que é errado – para que o medo seja o suficiente para oprimir até a minoria dos rebeldes.

Homem não tem medo de homem, mas homem tem medo de Deus.

Um escravo só aceitava ser escravo porquê acreditava ser a vontade divina. E você religioso? Escravo da miséria e da injustiça. Continuará justificando os problemas do Mundo com um plano de Deus?

Acorde e fuja da senzala de concreto.

*Alguns versículos da bíblia justificavam a escravidão de povos, mas foram utilizados para apoiar a escravidão dos negros.

Lucas Belarmino, autor do livro “Racional – A visão da descrença”, trabalha como gerente em farmácia de manipulação e loja de suplementos. Em seu tempo ocioso dedica-se a estudar temas que subjetivamente correlacionam ao ateísmo, dentre eles, biologia, astronomia, história e psicologia. Acredita que a melhor forma de se expressar é através da escrita. Pode ser encontrado no facebook em: https://www.facebook.com/lucas.belarmino1

Proselitismo – Um ato de bondade ou de egoísmo? – ENTENDA !

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Por Lucas Belarmino

O problema da não aceitação cristã de que outros tomem caminhos opostos a sua doutrina não parece ser relativo a bondade de querer a salvação do próximo. Ao meu ver decorre da vontade de não cair em tentação.

Igual quando se tenta parar de fumar. O médico avisa o fumante de que sua vida está em risco e que se não parar irá morrer. O fumante que tenta parar implora para que não fumem ao seu lado. Por muitas vezes deixa-se trair pela tentação. Tenta usar o mínimo possível, afirmando que não é perfeito e que está tentando parar de vez (sabe que é pecador). O medo de morrer o consome e o desejo de propagar os males do cigarro ou sua situação degradante provém da vontade de que os outros também parem de fumar. Não por faze-los bem, somente, mas por ser mais fácil parar de fumar se os outros também pararem.

Não é mais fácil fazer dieta quando aqueles que convivemos também a faz?

Não é mais fácil treinar pesado quando se tem um parceiro que passa pelo mesmo sofrimento?

Não é mais fácil que aceitemos uma doutrina que determina como devemos viver nossa vida o tempo todo, ditando como agir referente ao sexo, ao que se assiste, ao que se escuta, etc, se convencermos outras pessoas a fazerem o mesmo?

O religioso é escravo de seu medo quando prega que suas leis devem ser impostas a descrentes.

Criei uma analogia que explica muito bem o assunto de hoje:

Uma menina chega ao prédio em que reside e percebe que tem um menino sentado na escada. Ela então indaga ao menino qual o motivo dele estar sentado lá. Ele diz que está cansado e que não existe problema algum em sentar nos degraus.

A menina responde que sua religião não permite que sente na escada e então o menino deveria, imediatamente, se levantar. Ele responde que não frequenta a mesma religião e que não compartilha da doutrina que proíbe os degraus como assento.

Ela percebe que não pode fazer nada para tirá-lo de lá, então compartilha de seu medo em tentativa de convence-lo, dizendo que se não levantar irá ser castigado por Deus.

O menino continua sentado, ignora, diz que respeita a fé dela e que se ela acha errado sentar na escada ela deveria apenas não se sentar. Não satisfeita ela conta ao pai, que também sindico do condomínio e praticante da mesma religião, faz uso de um motivo inexistente para proibir que sentem nas escadas, citando por exemplo, que não deve sentar-se lá porquê atrapalha o transito nos corredores, quando na verdade a imposição da lei se deu através de uma tentativa de impor a lei religiosa e afetar a vida de descrentes.

E você o que acha?

O proselitismo é uma tentativa de bondade ou uma forma de suportar as doutrinas religiosas?

Deixe sua opinião nos comentários.

Lucas Belarmino

Todo homem deseja outra mulher – Minha esposa que me perdoe!

Por Lucas Belarmino1wl1lm3jm8k1p69irex24tffi

Sim, somos animais!

O que vim contar neste post nunca fora dito antes. Ao menos nunca ouvi dizer!

Ao longo de séculos de evolução adaptamos leis que oprimissem nossos instintos.

O médico neurologista Sigmund Freud (prefiro citá-lo apenas como médico), dizia que todo homem é um poligâmico oprimido, em outras palavras, o homem foi obrigado, culturalmente, a sujeitar-se ao não cometimento da união com várias mulheres.

Se compararmos outras espécies com a nossa veremos o quão natural é, o macho alfa ser rodeado de fêmeas, enquanto outros animais do mesmo grupo, buscam dar uma “escapadinha” para tentar reproduzir e espalhar seus genes.

Sim, a natureza é extremamente egoísta. Por exemplo, o em algumas espécies o macho alfa não costuma caçar. Ele espera, enquanto os outros caçam e mexe-se apenas quando o animal já está morto pelos outros de seu grupo. E então vai se alimentar. Os outros menores tentam comer o máximo que conseguem enquanto o líder do bando não se aproxima e os expulsa.

Tudo é poder. No que diz respeito a algumas espécies, as fêmeas buscam aquele com melhores características que favorecem a sobrevivência para reproduzirem-se.

E o Ser humano?

Nossa natureza não é diferente, mas quando trata-se de características favoráveis a sobrevivência, demonstramos poder de outras formas.

Sempre existirá um padrão de beleza. Em certa época mulheres que hoje são consideradas acima do peso, eram sinônimo de saúde, já que a comida era escassa. O homem “Deus Grego” esbanja nas mulheres atração por um padrão de físico que demonstra qualidade, força e poder. Isto não demanda que toda mulher necessite de um homem neste quesito, pois as demonstrações de poderes variam de acordo com épocas.

O corpo humano “fala” através de gestos, formados em níveis evolutivos, que expressamos o tempo todo, mesmo inconscientemente.

A postura inclinada, os braços cruzados, a palma da mão para cima ou para baixo, olhos bem abertos ou serrados, lábios mordidos tentando reprimir palavras que o cérebro formou, olhar para a esquerda buscando a memória de sinais auditivos, mas quando olhando para cima, busca-se a lembrança de uma imagem. Não precisamos pensar para isso. Por todo instante estamos a nos comunicar inconscientemente.

Há pouco tempo vi uma pesquisa cientifica que demonstrou que ao olharmos um bebê, tendemos a curvar o pescoço, deitando a cabeça. Fazemos isso quando estamos a conversar com pessoas, aceitando o que nos está sendo transmitido. A inclinação do pescoço deixa evidente a veia jugular, que se atacada é fatal ao Ser humano. A pesquisa demonstrou que em nosso processo evolutivo quando agimos dessa forma é uma demonstração de que não somos uma ameaça. “Veja, aqui está minha veia jugular, não preciso me proteger de você, confie em mim”.

Mas no que diz respeito ao assunto de hoje. Todo homem deseja outra mulher, pois é natural.

O objetivo evolutivo de sobreviver e reproduzir não é diferente ao Ser humano. Os homens irão “caçar” mulheres a fim de, mesmo inconscientemente, acasalar e reproduzir. Esse desejo, claro, é reprimido pela cultura em que o homem moderno nasce. Mas, as evidências dos gestos e instintos, sempre estão presentes.

Meu texto não diz respeito a traição, tampouco deve favorecê-la. Só demonstro que o homem, por mais fiel que seja à sua esposa, sentirá atração por outras mulheres. Cresci em uma sociedade que incrimina a poligamia, portanto mais que justo que ache errado trair. Deve-se analisar que em outras culturas isto é normal e inatural seria o homem não tê-las.

A mulher busca no homem segurança. Esta qualidade transmitida se dá de diversas formas – inteligência, dinheiro, beleza ou caráter – cada mulher determina como segurança alguma destas características ou talvez uma seja suficiente. O homem a todo instante está a provar, não somente a si mesmo dos jaezes de poder, mas principalmente as mulheres. A busca incessante pela estética, a carreira profissional ou simplesmente a aprovação do caráter moral. Todas as formas de atrair a atenção para si, para torna-lo o alfa.

Algumas mulheres já se conformam. Suas buscas não produzem mesma intensidade para demonstração de poder em detrimento aos homens. Elas querem apenas segurança em troca do afeto, do carinho, do amor. Pode ser que a mulher não se preocupe em ganhar dinheiro, em estudar algum assunto afinco ou em ser uma “deusa” da estética.

Como disse anteriormente, as coisas vão se adaptando de acordo com a época. Meus pais viveram uma época em que o homem ia trabalhar para sustentar a casa e a mulher tinha como obrigação cuidar da casa e das crianças. Claro que hoje isso é visto como machismo e a atração por mulheres que buscam independência aumentou. Desta forma os homens “lutam” ainda mais para a aprovação de seus poderes (dinheiro, estética, inteligência, caráter).

Em um de meus textos ensinei o que é o amor e que amamos pela principal causa de que nossos filhos precisam de nós – vide aqui https://aasaoficial.wordpress.com/2014/12/04/amor-por-que-amamos/ .

Agora tem uma coisa. Isso que estou demonstrando aqui não justifica traição alguma. A atração existe e é forte, mas se o homem acredita nos direitos morais de uma firme relação com sua namorada ou esposa, deve se dar o respeito e saber o limite da atração.

O limite se dá na imposição de barreiras. Por exemplo, se uma mulher o paquera e ele “dá bola”, somente “por brincadeira”, para ver no que pode dar. Então ele passa a colocar em risco seu relacionamento. O despertar dos hormônios que ocasionam a paixão irá ocorrer e isto é indiferente do relacionamento que tem com sua mulher ser ou não conturbado. O homem não entende como está apaixonado por outra, já que seu relacionamento parece não ter defeito.

A imposição de limite só é possível se o homem não “der bola” no primeiro flerte. Isso exige seriedade e opressão de seu instinto natural.

Talvez esse texto deixe de lado o ciúme excessivo de seu cônjuge. Demonstrando que olhar não significa amar, somente é natural.


Esse texto reflete a opinião de seu autor, não reflete a opinião do site, nem o conhecimento adquirido pelos administradores do mesmo.

O efeito placebo – Teste para se fazer em casa

O efeito placebo – Teste para se fazer em casa

placebo

Por Lucas Belarmino

Chame algum amigo em casa para beber. Diga que comprou tudo e que deseja embebedar-se. Tudo o que precisará é de algumas garrafas de cerveja com álcool e outras sem álcool. Antes do amigo chegar, esvazie as garrafas que contém teor alcoólico e encha-as com cerveja sem álcool. É importante que o amigo não perceba que a garrafa tivesse sido aberta.

Agora aproveite. Bebam juntos e em alguns momentos finja-se de bêbado. Depois de algumas garrafas com rótulo alcoólico, mas excipiente sem álcool, conhecerás o efeito placebo.

O amigo provavelmente irá demonstrar perda de inibição, equilíbrio afetado e depoimentos que demonstram o quanto está bêbado.

Esse experimento pode ser feito em festas e o efeito será o mesmo. Se tudo for convincente, e o protagonista do experimento não demonstrar que está enganando os convidados, ao final todos estarão bêbados sem sequer uma gota de álcool.

É engraçado se ao final da festa, após todos os efeitos “do álcool sem álcool”, você contar que não havia álcool nas bebidas. O mais provável é que não acreditem em você, e com certeza, você não irá convencê-los do contrário.

Somente mais uma arma do placebo. Efeito esquisito, não?

Quando se trata de medicamento, qualquer um sem valor terapêutico, pode fazer as pessoas se sentirem melhor e serem curadas. Tudo devido a um “truque” que a mente prega, demonstrando que acreditar e esperar efeito, gera efeito.

Muitas pessoas acreditam que o placebo seja apenas benéfico, mas na realidade ele pode ser muito prejudicial.

Acreditar é poderoso e ai está o problema de toda crença, principalmente de cunho religioso.

A fé inabalável pode formar radicais e levar a morte, quando por exemplo, em casos em que a única maneira de curar é através da transfusão de sangue, mas a crença impede.

Tudo em que se acredita sem investigar pode ser prejudicial. Se uma pessoa acredita em signos e lê seu horóscopo todos os dias, isso influenciará, para o bem ou para o mal. Suponhamos que ela tenha lido que em seu dia se decepcionará com alguém. Essa pessoa sairá de casa pronta para a decepção, encarando tudo o que será dito a ela, como uma possível mentira.

Placebos não são só pílulas. São creme, injeção, oração, medicina alternativa, bebidas e podem ser até botões, tudo o que demonstre as pessoas que elas estão no controle.

A falsa sensação de controle é o engate poderoso do placebo.  Deus é placebo, pois é confortante e reconfortante, sendo a resposta para tudo o que acontece e se sente.

As ferramentas do placebo, bem como as respectivas eficácias, dizem respeito ao tamanho do que se faz uso. Por exemplo, na indústria farmacêutica, orientar o uso de duas cápsulas de 12 em 12 horas é mais eficaz do que uma cápsula e usar injeções de placebo é muito mais eficaz do que usar medicamentos orais. Os efeitos variam até por demais fatores, tais como, o medicamento mais caro tende a ser acreditado mais eficaz.

Placebos azuis funcionam mais como calmantes, enquanto placebos vermelhos funcionam melhor como estimulantes.

O placebo pode viciar e ficar sem utilizá-lo pode retornar todos os sintomas e causar crise de abstinência. Tudo isso demonstra como nosso cérebro está no controle de tudo e que o fato de acreditarmos em algo faz toda diferença.

Aqui avalia-se a crença em Deus. Será que acreditar Nele não pode ser prejudicial?

Ouço de cristãos a dificuldade em servi-lo. Obedecer as doutrinas religiosas é abster da verdadeira liberdade.

Não usar as roupas que gostaria, casar-se apenas uma vez sem permissão para divorciar, deixar de frequentar lugares que em sua concepção não é errado ou não assistir certos filmes por conter cenas pecaminosas, é entregar-se as complicações do placebo Deus.

Nossa MENTE cria não só problema, mas também o medicamento (Deus).