Fundamentalismo Religioso, até onde iremos?

fanatismo

Por Leandro Ferraz

Olá queridos leitores tudo bem? Esta semana irei tratar de um assunto que provavelmente muitos de vocês devem ter lido algo a respeito e se perguntado, incrível como a cada dia que passa tem aumentado o nível de intolerância religiosa no Brasil. A propagação do ódio está tomando proporções inesperadas, está se tornando algo perigoso, ofensivo e gerando até agressões físicas.

O que fatalmente veio a ocorrer com uma criança de 11 anos iniciada no candomblé a somente quatro meses.  A mesma seguia com parentes e irmãos de santo para um centro espiritualista na Vila da Penha, quando foi atingida na cabeça por uma pedra, atirada, segundo testemunhas, por um grupo de evangélicos. Ainda segundo os relatos, momentos antes, eles ofenderam os adeptos da religião de matriz africana.

Os evangélicos desferiram gritos de “Sai satanás queima!” “Vocês vão para o inferno” e coisas do gênero. Os praticantes do candomblé não deram importância para os xingamentos, quando de repente uma pedra foi atirada e atingiu a cabeça da menina cujo nome foi preservado, pois a mesma é menor de idade. Enquanto socorriam a vítima do ataque, os agressores embarcaram em um ônibus e fugiram. Segundo seus parentes, a vítima teve dificuldade para lembrar de fatos recentes. Segundo relatos de seus parentes a menina está bem, pois foi socorrida para o hospital e até foi à escola, pois é muito estudiosa. Mas na hora chegou a desmaiar e perder a memória. “Que mundo é esse que estamos vivendo? Não se respeita nem criança?”, questionou, ainda indignada, Yara Jambeiro, 49 anos, também integrante do Barracão Inzo Ria Lembáum e uma das responsáveis pela educação religiosa da menina.

Incrível como fatos como este acontecem a todo o momento, e não se tem a devida atenção quanto ao ocorrido. Gostaria de destacar também outro acontecido e que também retrata bem a realidade que vivemos hoje quanto a intolerância. O túmulo do médium Chico Xavier foi alvo de vandalismo no dia 18/06, por sorte o túmulo é protegido por um vidro blindado o que evitou que ocorressem mais danos. As ranhuras fazem o filho adotivo do médium, Eurípedes Higino, pensar em ato de vandalismo, possivelmente motivado por intolerância religiosa. Após o incidente, Higino pretende instalar barras para reforçar a segurança do túmulo. Reparou agora como não é exagero quando digo que estou assustado com o rumo que a intolerância está tomando? É inaceitável esse tipo atitude, ter que instalar grades no túmulo de uma pessoa para evitar ataques. A cada dia que passa me sinto mais enojado e indignado com esses acontecimentos. O interessante é que existem pessoas que em meio a esse turbilhão de acontecimentos negativos ainda conseguem defender esse termo ridículo criado recentemente, chamado de Cristofobia.

Esse termo é a maior hipocrisia já cometida pelos religiosos, repugnam veementemente qualquer tipo de manifestação religiosa que seja diferente da deles e agora se fazem de vítima e adotam esse termo. Antes de se fazerem de vítima, deveriam reparar mais em suas atitudes e repensar no quanto são intolerantes e ofensivos quando se trata de outra religião. As formas diversificadas de religião deveriam conviver em harmonia umas com as outras, esse confronto direto que os evangélicos travam não acrescenta em nada, pelo contrário, só contribuem para a desunião e desavença entre as religiões.

O temor maior era que isso esse ódio ultrapassasse a barreira religiosa e passasse para agressão física, pois a barreira foi quebrada e o que mais temíamos ocorreu. Devemos repudiar qualquer tipo de agressão, preconceito ou represália quanto a manifestações de cunho violento, pois somente dessa forma conseguiremos viver em harmonia uns com os outros. Infelizmente nem todos pensam assim, como citado, alguns preferem agredir que pensa diferente deles, seja verbalmente ou fisicamente. Que esses otários que agrediram a menina pensem melhor nos seus atos, pois intolerância religiosa é inaceitável, ainda mais quando se coloca a vida de uma criança em risco.

Para fechar deixo a vocês uma frase de Isaac Asimov “Eu sou ateu, sou sim. Levei um longo tempo para dizer isso. Eu tenho sido um ateu por anos e anos, mas de algum modo eu senti que era intelectualmente inaceitável dizer que alguém é um ateu, porque isso assumia um conhecimento que ninguém tem. De algum modo era melhor dizer que alguém era um humanista ou agnóstico. Eu não tenho a evidência para provar que Deus não existe, mas eu suspeito tanto que ele não existe que eu não quero perder meu tempo.”

Um abraço e até a próxima! Qualquer comentário, opinião ou crítica comentem abaixo, responderei a todos com muito prazer, obrigado!

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2 comentários sobre “Fundamentalismo Religioso, até onde iremos?

  1. Sou contra qualquer tipo de discriminação, seja religiosa ou de opção sexual. Todas as pessoas tem o direito de fazer escolhas e seguir o que bem entender, o que cada cidadão tem que fazer é respeitar a escolha do outro. Basta ao fanatismo religioso!!!!!

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    • Quem dera se todas as pessoas pensassem dessa forma Elcio, uma pena que ainda temos tanto preconceito quanto a determinados assuntos, como religião, cor de pele, e etc… Isso só faz com que a intolerância fique cada vez maior.

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