O CHIP DA BESTA

Por Sergio Viula

666

O CHIP DA BESTA

Por Sergio Viula

Antes de tudo, preciso contar uma pequena história.

Estava eu usando o Facebook, quando, de repente, uma mensagem chega ao meu Whatsapp. Não sabia quem era. Não reconheci a foto de imediato e não havia nome. A mensagem foi a seguinte (pouparei o nome):

Amiga: Olá. Você está sabendo do tal chip que irão colocar na gente? Estou com medo.

Eu: Você está brincando, é claro.

Amiga: Por que estaria brincando? Estou, não. Por que é que eles querem colocar logo na mão e na testa?

Eu: Isso é boato. Já foi desmentido. É disso que vivem esses pastores caça-níqueis. Eles brincam com os medos das pessoas; medos que eles mesmos implantam.

Amiga: (emoticon chorando) Apocalipse fala disso, não é?

Eu: O medo é mais eficiente no controle das pessoas do que um chip.

Amiga: Estou falando com você, porque é teólogo.

Eu: O Apocalipse fala em chip? Só por aí, você vê a força que eles fazem.

Amiga: Estou com muito medo.

Eu: Posso te garantir que o apocalipse é uma alegoria escrita para consolar os que estavam para morrer no primeiro século, e decepcionados, porque Cristo não voltou naquela geração, como prometera.

Amiga: Onde foi desmentido?

Eu: [O Apocalipse] nada tem a ver com o nosso cotidiano. Faz o contrário, procura a fonte que disse isso e vê se é alguma organização com vínculo com igreja. Outra, por que a TV não falou sobre isso? É mais um boato da Internet.

Amiga: Estou sem computador, mas sabia que você iria me acalmar. Ai, Sergio, sou muito medrosa.

(FIM DA CONVERSA)

Fiquei mesmo besta com tanta besteira sobre o tal “chip da Besta”. Inicialmente, decidi nem falar sobre o assunto nos meus canais, mas a minha amiga continuou perdendo o sono. Para completar, minha irmã me pediu que falasse. Então, rendi-me. Espero que o conteúdo da coluna esse domingo seja útil a crentes e não crentes.

Primeiramente, gostaria destacar uma coisa: nossa mente trabalha através de representações e associações. Isso quer dizer que quando ouvimos um termo, costumamos liga-lo a outros. Isso acontece sem que possamos evitar. As associações podem ser as mais variadas, dependendo do indivíduo e do meio onde vive e de onde recebe input continuamente. A título de exemplificação, o que acontece é mais ou menos isso:

chip da besta 1

Não há nada de trivial nisso tudo. Pelo contrário, existe engodo e autoengano envolvido nesse processo, ou seja, que uma ficção se conecta a outras ficções, gerando desdobramentos sérios para a racionalidade e para as emoções do indivíduo, afetando diretamente seu juízo sobre o real, a partir de um esquema que não tem qualquer ancoramento na realidade. Além disso, precisamos manter em mente que há pessoas que matam e/ou morrem por ideias como essas.

Mas, o tal chip da Besta não é novidade de modo algum; já houve outros mecanismos de identificação via computador que foram demonizados por esses incendiários apocalípticos. Um deles foi o código de barras. Tenho certeza que alguns leitores lembrarão. Quanto a mim, eu ainda estava na igreja, bem no começo da minha experiência com os crentes, e muitos pastores diziam que esse código já era o “espírito do anticristo” atuando no mundo. Os crentes ficavam apavorados, acreditando que Cristo devia voltar a qualquer momento. Lembro-me de um dia em que estourou um transformador na rua da igreja, e o povo todo clamou como se fosse a volta de Cristo, tão manipulados estavam em meio a uma pregação desse tipo. Teve gente quase infartando… vai ver o que andava fazendo. (risos)

Mas, veja o que aconteceu quando o código de barras vingou: os pastores, depois de fazerem o povo de besta, adotaram o propalado “sistema do anticristo” para venderem bíblias, bem como livros de sua própria autoria, tanto em território nacional como no exterior.

Bíblias e livros evangélicos com a “marca da Besta”?

Não. Na verdade, apenas mais uma inovação tecnológica, na qual eles pegaram carona, assim que viram que o lucro seria maior abafando o que haviam dito antes do que continuar demonizando aquela ferramenta de venda$$$ tão eficaz.

Mas, cá entre nós: o que esperar de gente que vê demônios em todos os lugares, inclusive em desenhos da Disney? Essa gente que acredita que a TV é do capeta, exceto por aqueles canais ou programas que pertencem aos endinheirados empresários da fé – os pastores televisivos que vociferam contra a ciência e a cultura popular, os tais bispos curandeiros e exorcistas, e os emplumados padres cantores.

Pior ainda é que a cegueira que esse tipo de crença impõe sobre o indivíduo que a ela se submete é capaz de mobiliza-lo contra demandas legítimas em nome de interesses escusos da parte das lideranças que se promovem através dessas tolices.

Esses líderes se escondem atrás da velha cortina de fumaça que a frase “vigia, irmão, que isso é do Diabo” consegue estender ao redor de algumas das coisas mais belas e úteis que a vida nos proporciona.

O outro lado dessa encardida moeda é a frase “Deus me revelou.” Essa frase torna até as coisas mais absurdas palatáveis e portadoras de um status de “verdade” inquestionável, mesmo quando se trata da maior estupidez do mundo!

É assim que gente da laia dos deputados fundamentalistas da bancada evangélica, bem como pastores televisivos abertamente anti-gays, fazem “escola” até entre aqueles que não frequentam igrejas, mas continuam acreditando que haja algo da moralidade mórbida, apregoada por esses vendilhões do templo, que deva ser apreciado, poupado, replicado – e aqui entram até mesmo alguns ateus. What the fuck??? Sim, novamente o fenômeno das associações mentais arraigadas na imaginação e na memória, preservando ideias que não necessariamente as apocalípticas, mas, nem por isso, menos judaico-cristãs, ou não menos nocivas.

Basta observar como a mesma papagaiada fundamentalista costuma acompanhar qualquer publicação nas redes sociais que defendam direitos femininos, direitos LGBT, direitos das minorias étnicas, a liberdade de culto, especialmente para religiões de matriz africana, a laicidade do Estado e de suas instituições, o respeito às minorias ateístas, agnósticas e céticas, a honesta consideração das críticas desses grupos à isenção de impostos para organizações religiosas, bem como benefícios concedidos a esses grupos, tais como as concessões de TV, rádio e outros meios de comunicação – todos controlados pelo Estado – e por aí vai. Infelizmente, os comentários de muitos religiosos e alguns ateus se assemelham demais, às vezes, dependendo de quem está na mira deles.

O que muitas pessoas não percebem é que enquanto esses exploradores da fé do povo apontam para um suposto inimigo de Deus ou da igreja (geralmente pessoas gays, lésbicas, bissexuais, transgêneras, ou seguidores de outras religiões, além dos ateus, agnósticos e céticos, ou apenas livres pensadores que questionam os objetivos e métodos desses pastores), eles vão enchendo o cofre de seus gabinetes com o dinheiro dos fiéis. Para isso,juram que todas essas pessoas são obra do Diabo e que qualquer inclusão é mera preparação para o reino Anticristo, porque sabem que para exercerem controle, inclusive sobre as finanças do rebanho, nada melhor do que espalhar o pânico sobre coisas e pessoas que não oferecem o menor risco para terceiros. Assim, matam dois coelhos com uma pedrada só, porque enriquecem e arruínam (e silenciam) muitas pessoas que ousam discordar de suas pregações venenosas.

E sabe por que eles sempre usam o Apocalipse? Simplesmente, porque este é o livro mais incompreendido de toda a Bíblia por parte de seus leitores, inclusive os mais assíduos. Seu obscuro conteúdo, que é típico de religiões de mistério, muito comuns na Grécia e na Roma daqueles dias, facilita essa manipulação. Então, para fazer jus aos fatos, quero esclarecer alguns pontos:

  1. Estudiosos situam a escrita do Apocalipse entre 90 e 100 d. C. Isso quer dizer que a cidade de Jerusalém já havia sido devastada, o templo destruído, e os judeus dispersos. O livro, portanto, é uma tentativa de consolar os infelizes cristãos daquele tempo;
  1. Como Cristo não voltou antes que aquela geração morresse. João, segundo a tradição, o último apóstolo a morrer, estaria tentando transferir a atenção dos cristãos desiludidos para um reino pós-mundano, futurista. Em outras palavras, já que as profecias falharam, precisamos reinterpreta-las e apresentar essa versão como um revelação. Não é à toa que outro nome para o Apocalipse é Revelação. O primeiro nome pegou, porque é justamente a palavra grega que escatologistas e o cinema mais gostam de explorar. O medo sempre rende lucro$. Reinterpretação de profecias que não se cumpriram é uma tática usada ainda hoje;
  1. A mensagem central do Apocalipse é que Cristo venceu a morte. E para mostrar Cristo como vencedor sobre o Deus grego que cuidava do mundo subterrâneo (supostamente o mundo dos mortos), o Apocalipse diz que Hades e o inferno (mundo dos mortos que não tinha fogo no mito grego) foram lançados no lago de fogo e enxofre, que a segunda morte. Ou seja, Cristo estabelece uma morte para os que já estavam mortos, numa clara tentativa de suplantar a mitologia grega com a mitologia do Deus cristão: apenas mais uma guerrinha de deuses – ambos frutos da imaginação fértil de homens habituados a atribuir todos os fenômenos naturais a algo para além deles;
  1. Outra coisa é a promessa da coroa da vida a quem fosse fiel até a morte. Isso é claramente um estímulo a que se encarasse o martírio e a morte sem negar a fé. Apenas outra metáfora: a do atleta coroado. O atleta era a expressão máxima da excelência entre os gregos. Agora era mesclada com o cristão para dar a ideia de que o cristão é a excelência da “criação”. O outro lado dessa moeda, caso a recompensa não convencesse a todos, era o castigo eterno para os desertores;
  1. Nero, Domiciano, e Tito Flávio, que destruiu o Templo e veio a ser imperador eram vistos como anticristos no início do cristianismo. O Apocalipse faz uso dessa figura que Paulo já tinha usado em outras passagens, tanto para se referir ao “espírito” desse mundo como aos pregadores do que ele considerava heresia, inclusive aqueles que diziam que Cristo não havia ressuscitado. Paulo coloca o Anticristo, às vezes, no singular, às vezes, no plural, como uma personagem que se levanta contra tudo o que é de Deus, e blá, blá, blá. Mas, o Anticristo não passa da figura do imperador romano, isso na visão de João e de outros cristãos: a encarnação do mal. E quando ele é chamado de besta, isso quer dizer apenas que age como um animal feroz. Cristo também é representado por animais: o cordeiro e o leão, por exemplo. Mas seria Cristo um bicho domesticado em alguns momentos e uma besta-fera em outros momentos? Claro que essas são apenas metáforas do sacrifício (cordeiro) e do reino (leão), assim como a metáfora do animal selvagem e violento, é aplicada ao imperador romano quando João o chama de “a Besta” ou anticristo.
  1. O Apocalipse é uma afirmação do triunfo final de Jerusalém sobre Roma, e de Cristo sobre os imperadores romanos. Não passa de ressentimento judaico por terem visto destruída a Jerusalém “terrestre”. Por isso, inventaram uma Jerusalém que “desce do céu”. O tal nome da Besta, que é codificado como 666, é apenas uma representação dos imperadores romanos. O imperador era chamado de rei dos reis. Vejam que João usurpa o termo usado pelos romanos e o aplica a Jesus, mas é justamente isso que significa ser imperador: é ser rei de outros reis. O imperador dominava reinos e se tornava senhor deles. Não há nada de contemporâneo ou futurista nisso. É tudo cortina de fumaça para enrolar os cristãos que se sentiam pressionados por diversos inimigos e se frustravam por não verem a promessa do reino de Deus na terra cumprida.

Então, estejam avisados, senhoras e senhores: o mito do “chip da Besta”, além de pura imaginação (como é da natureza dos mitos), é um atestado de sua pobreza intelectual, passado pelo próprio pastor a quem você tanto considera. E esse mito cristão nem sequer tem o conteúdo riquíssimo dos mais conhecidos mitos gregos, diga-se de passagem.

Não que um chip não possa ser implantado com informações como aquelas que constam em documentos pessoais, assim como outras de interesse comercial, mas isso nada tem a ver com um suposto representante do Diabo – um suposto Anticristo. Na verdade, nem precisamos de chip implantado para sermos monitorados; já somos! Agora mesmo, governos e empresas têm todos os nossos dados armazenados, graças ao uso que fazemos de smartphones e computadores ligados à rede mundial de computadores – a Internet. A discussão que cabe aqui não é se isso é do Diabo ou de Deus, mas se nossa privacidade e o domínio de nossas informações pessoais deveriam ser violados assim. A questão é da ordem do direito, não da religião. Veja essa matéria. Coincidência ou não, foi produzida e veiculada pela emissora do dono da Igreja Universal: https://youtu.be/IXPb6ze58GE

O site E-farsas também já desmentiu essa ideia sensacionalista de que todo mundo seria chipado nos EUA e na Europa, mas, agora, sobrou para o Brasil. Até a Dilma foi alvo dos boatos desses fundamentalistas viciados em teorias de conspiração. Veja o que diz o site: http://www.e-farsas.com/dilma-aprova-a-implantacao-de-chip-nos-brasileiros-em-2015.html

O site Mega Curioso também falou sobre o tal do Mondex. Esta foi outra ficção que andou rondando as redes sociais há algum tempo. Esse Mondex, na opinião de alguns crentes, seria o chip da Besta. Mais uma previsão furada: http://www.megacurioso.com.br/mito-ou-verdade/45565-chip-mondex-e-a-marca-da-besta-realidade-ou-ficcao-das-mais-fantasiosas.htm

Quanto à possibilidade do mundo acabar (o que é bem provável), isso nada tem a ver com deuses ou diabos. O mundo, como o conhecemos hoje, é relativamente recente e provavelmente deixará de ter essa configuração daqui a alguns anos – podem ser séculos, milênios, milhões de anos. Parece certo que o mundo deixará de ser como o conhecemos, mas nenhum de nós estará mais vivo para testemunhar isso.

Todas as formas podem passar, mas a matéria é eterna. E do mesmo jeito que o universo, como o vemos hoje, surgiu sem o concurso de qualquer vontade divina, nosso planeta, quiçá nossa galáxia inteira, deixará de ser como é, mas não para se tornar um paraíso espiritual; simplesmente para se transformar em outra coisa cuja potência se encontra na própria matéria e nas relações de força que ora a configuram de um modo, ora de outro, conforme essas forças se opõe, subjugam e submetem, nunca sem resistência, e sempre com a possibilidade de reconfigurações.

Toda essa balela de Anticristo, Besta do Apocalipse, etc. é apenas fruto da imaginação humana, dominada pelo medo; medo esse alimentado pelos pregadores do absurdo, sejam eles pentecostais, católicos, adventistas (esses, então, amam muito tudo isso), mas há outros.

E no que baseiam esses fanáticos todas essas imaginações absurdas? Nos seguintes versículos, principalmente:

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome… e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13:16-18)

O problema é que o número 666 é apenas uma alegoria para se referir a um homem que quer ser como Deus, mas nunca será, segundo o cristianismo. Já, nós ateus, pensamos que homem algum será como Deus pelo simples fato de Deus não existir. Se existe algo, é apenas uma ideia na mente humana, sempre baseada em coisas que os seres humanos sabem de si e do seu entorno. Até mesmo na mente humana, nada surge do nada; há sempre muitas combinações, associações, configurações do que já vimos ou experimentamos. e é isso que é usado como base para todas as ideias, inclusive as religiosas. Não foi Deus que nos fez a sua imagem e semelhança; foi o contrário.

Pois é, voltando aos romanos, os imperadores, fizeram exatamente isso: afirmaram que eram divinos. Os judeus odiavam isso. Lebremo-nos que todos os apóstolos de Jesus eram judeus, incluindo ele mesmo, é claro.

Quanto ao impedimento de comprar e vender, caso não tivessem o sinal ou o nome da besta, isso é outra alegoria para o que faziam os imperadores com seus inimigos: impediam-nos de sair de suas cidades através de cercos ou decretavam a prisão e a morte daqueles que não jurassem lealdade máxima a eles.

Todo esse delírio profético (já pretérito, mas ainda usado por muitos cristãos contemporâneos como sendo futurista) não passa de uma tentativa de dar a Jesus o que ele nunca conseguiu sozinho: glória. E até mesmo essa ideia de glória é extraída da experiência desses povos com sua submissão a reis e imperadores. Tudo mesclagem. Muito plágio também. Tudo uma tentativa de salvaguardar o modus vivendi judaico, ameaçado de extinção, graças aos avanços do império romano. Essas crenças judaico-cristãs só sobreviveram para nos atormentar com tais fábulas, porque o cristianismo foi incorporado pelo império romano através de Constantino.

Em vez de continuar combatendo a seita dos nazarenos, como haviam feito seus antecessores, Constantino viu na assimilação uma estratégia de domínio e de pacificação de uma região sempre revoltosa – o Oriente Médio.

Essencialmente, o cristianismo não é melhor que qualquer outra mitologia, seja grega, asteca, maia, inca, egípcia, babilônica, chinesa, etc. Pelo contrário, é bem mais pobre que todas elas, individualmente, e precisou beber das crenças gregas e romanas para se constituir como o conhecemos hoje, seja qual for sua denominação: católico, ortodoxo, protestante, pentecostal, etc.

Então, em vez de ficar borrando as calças com fábulas infantis contadas como se fossem coisas seríssimas e urgentíssimas, viva tudo o que há para viver. Faça da sua vida o que bem entender. Estabeleça como limite último a não violação dos direitos alheios, sabendo que as outras pessoas também viverão como bem entenderem, desde que respeitem o mesmo limite. E se existe uma força coercitiva e destrutiva que tem promovido mais violações do que quaisquer outras, essa é a moral baseada nas crenças religiosas que acabei de comentar, bem como outras semelhantes. Nenhum chip será capaz de exercer mais controle sobre você do que tais fábulas, isso se você acreditar realmente nelas ou for influenciado por elas, mesmo negando qualquer fé.

Para ampliar essa reflexão sobre o que é positivo e nocivo a respeito do medo, sugiro que leia outro texto, de minha autoria aqui.

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