2015

Por Lucas Belarmino

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Não ensine seu filho apenas a ler. Ensine-o a ler e a questionar o que está lendo

George Carlin

Neste ano de 2015 desejo que questione!

Já é eminente que a crença se estrutura facilmente na infância. A doutrinação de crianças favorece a lavagem cerebral em atendimento a doutrinas quando esta se torna adulta.

As diversas ações da igreja que visam propagar Provérbios (22:6) –“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando envelhecer não se desviará dele”, tem como propósito a familiarização da ideia do sobrenatural.

Essa familiarização pode ainda ser de qualquer natureza, não se ensina a criança qual o Deus certo, sem correr o risco de que ela cresça e escolha outra religião. Mas se ela estiver familiarizada com a ideia do sobrenatural, uma certeza se tem – ela NÃO escolherá a descrença.

Nascemos acreditando e o natural é acreditar.

A religião é vista pelas pessoas comum como verdadeira, pelos intelectuais como falsa, pelos governantes e lideres religiosos como útil.

Sôneca

Autoridade é um conceito muito forte. Permite que vivamos em uma sociedade colaborativa, respeitando limites em troca de recursos.

Desde jovens somos condicionados a obedecer e respeitar figuras de autoridade. O ser humano se condiciona por recompensas e desta maneira éfacil criar um atalho mental errado e obedecer a figura de autoridade sem antes pensar.

Figuras de autoridade chegaram a condicionar uma população a cometer atrocidades, como por exemplo Hitler, Mussolini, etc.

O perigo de seguir figuras de autoridade sem analisar pode ser eminente tarde demais, levando em consideração que supostamente esses formadores de opinião (pastores, padres, politicos, médicos, policiais, etc) tem sempre razão.

Neste capitulo a autoridade em questão são lideres religiosos. Pastores em seus ternos luxuosos, monges em seus trages medievais de sobrebatinas negras, que ajudam-os a propagar as mentiras abençoadas.

Estar diante de figuras que esbanjam respeito faz-nos coloca-las em um patamar superior. Tendemos a nos imaginar inferiores. Ao olhar um monge, um padre ou um pastor podemos achar que são mais evoluidos espiritualmente que nós e aceitamos toda ideia sem questionar. Nos sentir inferiores demonstra insegurança e nos torna vítimas de suas intenções, estas benevolentes ou malevolentes.

Em nossa cultura a sociedade tende a respeitar o poder. Roupas, carro e dinheiro são imposição de respeito. Há pouco tempo li sobre uma pesquisa que demonstrou que as pessoas dificilmente buzinam para carros conversíveis em detrimento a carros comuns.

Dentre técnicas de persuação e hipnose aplica-se apertos de mão, sorrisos inesperados, elogios e simpatia, como armadilhas para familiarização.

A antiga frase –“Ninguém é melhor do que ninguém” – não parece ser aplicada quando o assunto é autoridade, mas deveria.

Achamos que médicos são deuses, e suas opiniões a respeito de areas que não as suas, formam opiniões equivocadas.

Policiais são considerados capazes de tudo e acima das leis.

Padres e pastores ditam o que os cristãos devem fazer com suas vidas, o tempo todo.

Neste livro gostaria de te aconselhar com as regras para a vida que o astrofisico Neil deGrasse Tyson recomendou:

– Questione a autoridade. – Nenhuma ideia é verdadeira só porque alguém diz que é. Incluindo eu. – Pense por si próprio, questione a si próprio. – Não acredite em algo só porque quer acreditar, acreditar em algo não o torna verdadeiro. – Teste ideias pelas evidencias adquiridas, pela observação e experimentação. – Se uma ideia prevalecente falhar num teste bem desenvolvido, esta errada. Supere. – Siga as evidências onde quer que elas levem, mas se não houver evidências, evite julgamento. – Lembre-se, você pode estar errado.

“Zombar da religião é uma das coisas mais essenciais{… }um dos princípios da emancipação humana é a capacidade de rir de autoridade.” Christopher Hitchens

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