Darwin não disse que Deus não existe.

Olá Galerinha, nesta segunda-feira abrirei espaço para nossa colunista Jacqueline K nos brindar com seu conhecimento, já que no sábado tivemos problemas técnicos e não houve publicação dela.
Está ótimo o texto, aproveitem:


Por Jacqueline K

Preste bem atenção, pois vou explicar a evolução em trinta segundos e não vou mais tocar neste assunto:

Darwin não disse que Deus não existe.

O que ele disse foi que as espécies existentes eram do jeito que eram por que evoluíram a partir de espécies anteriores, cujas características especiais herdaram, o que lhes permitiu continuar repassando-as pela procriação.

A evolução não se deu num salto gigantesco entre a lagartixa e o jacaré, ou entre o Tiranossauros Rex e a lagartixa, não foi assim. Esta evolução se deu por meio de pequenas ou grandes mutações genéticas que, quando facilitavam a sobrevivência de um espécime dando-lhe tempo para procriar, era repassada aos seus descendentes. Em caso contrário, significava sua morte mais rápida, antes que procriasse e assim a mutação restringia-se a poucos indivíduos que logo pereciam.

É a tão falada seleção natural, que nada mais é do que a ideia de que um indivíduo de uma espécie tem mais chances de sobreviver se possuir, digamos, pernas mais longas que o permitam correr mais rápido do que o seu predador natural.

Nós, seres humanos, praticamos a seleção artificial, baseados no mesmo princípio evolucionista: cruzamos nossos animais de estimação ou de criação para que suas características mais desejáveis sejam repassadas à sua prole. Assim surgiram as características do seu bichonfrisé ou do seu chihuahua, também as do gado leiteiro mais produtivo ou da ovelha que dá mais lã e de melhor qualidade: mutações genéticas preservadas por meio da sobrevivência dos indivíduos e a sua procriação.

Antes dos biólogos e dos criadores de gado primitivos, com seus lobos domesticados que cruzavam para desenvolver certas características tais como cães de pastoreio ou de guarda, gado de corte ou leiteiro as mutações genéticas aleatórias que ainda hoje acontecem, a luta pela sobrevivência, o ambiente hostil e a seleção natural fizeram todo o trabalho. Nada de muito complicado nem aterrorizante.

Quando se fala em mutações, todo mundo lembra logo dos X-MEN, não é? Ou dos filmes de terror trash dos anos 80. Pensa-se que mutações são sempre sinônimos de doenças, desajustes, mutilações ou deformidades, mas nem sempre, meu amigo, nem sempre.

Por que alguns animais sobrevivem nos ambientes selvagens e outros não? O que os torna diferentes ao ponto de uns conseguirem procriar e outros morrerem sem ter a mesma chance? O que faz um lobo ou um leão ou um cervo ser o líder do seu bando e ter ao seu dispor todas as fêmeas? Não são membros iguais de uma mesma espécie? O que os diferencia?

Mutações. Sejam de ordem física ou comportamental e de inteligência.

Seja por que um é mais rápido, ou mais forte, ou mais inteligente, ou possui visão mais aguda ou anda sobre dois pés e tem o cérebro mais desenvolvido, o que lhe permite criar armadilhas, ferramentas e armas para caçar seu alimento.

As características do ambiente, as mudanças climáticas e fenômenos naturais impulsionaram a seleção natural, privilegiando determinadas mutações e suprimindo outras, o que ocasionou a diversidade de espécies que temos hoje.

A evolução, junto à seleção natural, possibilitou que os seres humanos vencessem a luta pela sobrevivência em detrimento de outros primatas e hominídeos seus contemporâneos, como o homem de Neanderthal.

E por que ainda hoje existem macacos? Por que o ser humano não evoluiu do macaco, meu querido, este é um erro primário e grosseiro perpetuado pelas pessoas a quem interessa que os religiosos não aceitem a evolução. Seres humanos e macacos atuais evoluíram a partir de um ancestral primata comum.

Mas, atenção: um, no sentido de um tipo de, e não de apenas um indivíduo ancestral comum. Este tipo de primata ancestral tinha certas características facilitadoras da sobrevivência e, por meio de cruzamentos com outros primatas, as espécies foram se diferenciando ao ponto de hoje ser impossível um mico leão dourado cruzar com um gorila. Ou de um homem engravidar uma orangotango.

A Biologia prova que somos da classe dos mamíferos, e da ordem dos primatas. Mamíferos são animais vertebrados de temperatura constante, ou sangue quente, com glândulas mamárias, pelos no corpo e respiração pulmonar, sendo que existem aproximadamente 5.416 espécies, todas elas com essas mesmas características.

Primatas são mamíferos que possuem um sistema de visão binocular desenvolvido com dois olhos dispostos lateralmente, um cérebro mais desenvolvido em relação às outras ordens e grande em comparação ao corpo, face de tamanho pequeno em proporção ao corpo, capacidade para ficar e/ou se locomover de pé, 5 dedos nos pés e nas mãos, narinas posicionadas para frente. Esta ordem engloba cerca de 180 espécies bastante diferentes entre si, mas que compartilham estas características gerais.

Você ‘crê’ na Biologia?

Nas vacinas?

Nos remédios que toma baseados no conhecimento do funcionamento do seu corpo e em como suas células reagem a determinado componente químico?

Na existência dos micróbios, na relação entre doença e nutrição, na fertilização in vitro, na clonagem de animais e nos programas ecológicos de desenvolvimento sustentável?

Pois então, deixe de ser cabeça-dura!

É desta Ciência que estamos falando e não daqueles filminhos de ficção científica!

De acordo com a Biologia, os primatas são os mamíferos que compõe a ordem Primates, onde estão incluídos os micos, macacos, gorilas, chimpanzés, orangotangos, lêmures, os babuínos, os seres humanos e outros hominídeos.

Os registros fósseis comprovam a existência de outros primatas que foram extintos, e a Genética comprova que temos nada menos que 94% dos nossos genes idênticos aos dos chimpanzés.

Com os cães a coincidência é menor, mas não menos expressiva: 90% dos nossos genes são idênticos.

Isso não quer dizer que descendemos dos cães – veja bem – mas que a universalidade do código genético comprova que somos todos interligados, seres humanos e animais, de uma forma irrefutável, tanto que as pesquisas para o desenvolvimento de novos remédios se baseia em animais cujas células reagem de forma semelhante às do ser humano, entre eles, como se sabe, os ratinhos e os porcos.

E o que Deus tem a ver com isso?

Nada.

Ou tudo.

Depende de como você criou o seu Deus na sua cabeça.

Uma coisa é certa, a historinha do Gênesis que lhe contaram quando era criança não é verdade.


 

Isso é tudo pessoal! (rs)
Vou (Welbert) deixar uma fotinha par alegrar o dia de vocês:

faz todo sentido 2

 

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