AMOR – Por que amamos?

Por Lucas Belarmino

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Sejam bem-vindos (as) a mais uma quinta-feira em minha coluna. Meu nome é Lucas e hoje explico por que amamos.

O tema de hoje leva a uma reflexão particular sobre amor e Deus, bem como a explicação baseada em experimentos de porque existem pastores ladrões.
Existem várias definições e tipos de amor. Tema de poesias, poemas, musicais e filmes famosos. O sentimento responsável por tudo o que há de belo no Mundo.
Para iniciar o artigo de hoje recordo-me da música da Legião Urbana, “antes das seis”, qual indagou Renato Russo – “Quem inventou o amor? Explica, por favor…”
O verbo inventou, sugere intencionalidade, portanto sugere um criador. Mas será que a explicação para o amor só pode ser Deus?
Darwin deve estar a revirar-se no tumulo nesse instante, insanamente apreensivo a gritar:
SELEÇÃO NATURAL!
Pois bem, cada qual com seu significado, chamando de amor tudo aquilo que lhe cabe. O amor proibido, o amor fraterno e maternal, o platônico, o próprio e até o incondicional.
Está na hora de racionalizar. Retiraremos o AMOR do sistema límbico, responsável por todos os sentimentos e o levaremos ao córtex pré-frontal (considerada a região cerebral responsável pela racionalização).
Quando nos apaixonamos por alguém, o desejo é intensificado pela dopamina, um neuro- hormônio produzido pelo hipotálamo que provoca a liberação de testosterona, o hormônio que rege o desejo sexual, e posteriormente o profundo apego é reforçado pelo hormônio do AMOR, sintetizado pelo hipotálamo e secretado no sangue pela glândula pituitária.
O hormônio responsável pelo amor chama-se OXITOCINA. Uma molécula simples e antiga que nos roedores era conhecida por fazer as mães tomarem conta de sua prole, e em algumas criaturas por permitir que fossem tolerados os parceiros de toca.
Mas por que os seres humanos produzem oxitocina, ou melhor, por que amamos?
Nós amamos simplesmente porque nossos filhos precisam de nós!
Nesse exato momento uma criança recém–nascida sorri. Seus pais deliciam-se com o sorriso achando que vê graça em suas caretas e palhaçadas, quando na verdade o sorriso é apenas uma ferramenta de gerar afeto reforçando os esforços do adulto em satisfazer o bebe.
Saber disso não diminui a qualidade do que sentimos pelas pessoas. O amor nada mais é do que uma característica evolucionaria que nos permitiu sobreviver e em minha opinião é este sentimento que nos diferencia e nos coloca “mais evoluídos” se comparados a outros animais.
Enquanto répteis, insetos, peixes e outros animais, abandonam seus filhotes que começam a caminhar/nadar e viver independente. A evolução nos colocou em vantagem de sobrevivência com a mãe carregando sua prole na barriga. Mas para que isso fosse vantajoso o filho deveria precisar da mãe e essa dependência pode ter caracterizado o desenvolvimento do sistema límbico (responsável por ser o centro das emoções).
Tanto o amor quanto às ligações sociais servem para facilitar a reprodução, nos dar um senso de segurança e reduzir a ansiedade e o estresse. Isso quer dizer que, por menos romântico que possa parecer, o amor é um artifício da natureza para manter a espécie humana procriando.
Em 1909 o farmacologista inglês Henry H. Dale notou que o hormônio do amor, a oxitocina, levava a contração do útero em gatas grávidas. Mais tarde, o hormônio vinha a ser utilizado para induzir partos, estimular a musculatura da glândula mamaria para expulsar o leite e só passou a ser chamado hormônio do amor quando notado que sua liberação era maior durante a relação sexual e beijos.
O estudo foi aprofundado por Paul Zak , neuroeconomista norte-americano , também conhecido como Dr. Love, dedicou 10 anos de pesquisa ao hormônio e descobriu que existia relação entre a produção de oxitocina com comportamentos ligados à moral e ao cuidado com outros. Demonstrou:
Em Zurique, colocou 200 homens a tomar oxitocina ou placebo, em um teste de receber dinheiro e decidir se dividiria ou não com estranhos. Os resultados demonstraram que a oxitocina provocava confiabilidade e os indivíduos que recebiam dinheiro partilhavam- o sem que tivesse alteração de humor ou cognição.
Ou seja, quanto mais recebemos algo que nos agrada, mais o cérebro produz oxitocina, e quanto mais oxitocina é produzida, mais temos prazer em partilhar e criamos uma conexão com aquele que nos deu;
A infusão de oxitocina aumenta a generosidade em doações e caridades;
Formas não farmacológicas também aumentam os níveis de oxitocina, como massagens, dança, orações, meditação, etc.
Mas o que as pessoas sentem ao terem seus cérebros enxurrados de oxitocina e por que abrem facilmente suas carteiras e partilham?
As mudanças no nível de oxitocina estão diretamente ligadas à empatia. O sentimento responsável por nos colocarmos no lugar da outra pessoa e nos ligarmos a ela. É a empatia que nos faz ajudar pessoas e o que nos torna morais.
Somos criaturas sociais, portanto partilhamos das emoções dos outros. Se fizermos algo que magoa outra pessoa, sentimos a dor. Por isso tendemos a evitar magoar.
Da mesma forma, se fizermos algo que torna outra pessoa feliz, partilhamos da alegria, portanto desejamos fazer. Aumentamos assim nossa produção de oxitocina (amor) e nos sentimos bem.
Mas então por que vemos imoralidade e pastores ladrões?
Quando demonstram confiar em nós, automaticamente aumentamos nossos níveis de oxitocina e, portanto, nos dispomos a confiar de volta. A forma como muitos contos do vigário funcionam não é que o vigarista consiga que confiamos nele, é que ele mostra confiar em nós primeiro. Nosso cérebro enche-se de oxitocina e estamos a abrir a carteira, oferecendo dinheiro.
Então quem são essas pessoas e como manipulam nossos sistemas de oxitocina?
Paul Zak descobriu, testando milhares de indivíduos, que 5% da população não liberam oxitocina quando estimulada. Se houver dinheiro na mesa ficam com todo ele e nem sentem- se culpados.
Há outras formas de o sistema do amor ser inibido. Uma é através de cuidados afetivos inadequados quando crianças.
Paul estudou mulheres abusadas sexualmente, e cerca de metade não liberam oxitocina quando estimuladas.
Crianças precisam de cuidados afetivos suficientes para que esse sistema do amor desenvolva-se devidamente.
Altos níveis de estresse e altas doses de testosterona também demonstraram inibir a oxitocina.
O hormônio do amor pôde ser avaliado agindo em particularidade quando Zak foi a um casamento e colheu sangue da noiva, noivo, dos familiares e convidados antes e após a cerimônia.
O resultado demonstrou que o mais alto nível de oxitocina, foi da noiva, em seguida a mãe da noiva, o pai do noivo, o noivo, depois família e amigos. Todos conectados emocionalmente com a ocasião.
Por que nossos níveis de oxitocina aumentam em uma situação como o casamento, por exemplo?
Porque como seres humanos, nos felicitamos que os noivos tenham sucesso na reprodução para perpetuar a espécie, mesmo que inconscientemente.
Para fins de própria conclusão, quero indicar um vídeo de meu amigo David Ayrolla, do “PAPO DE PRIMATA” que explica se ALMA E A EVOLUÇÃO SÃO COMPÁTIVEIS, e convido o (a) leitor (a) a verificar o porquê a ideia de que Deus ter implantado o hormônio OXITOCINA no ser humano é incompatível com a evolução.

O amor é uma conexão que tem como único objetivo levar o indivíduo a sobreviver e reproduzir. Por isso a ideia de amar a Deus é comum. Acredita-se que só se podem alcançar tais objetivos com permissão divina. Na verdade não existe amor e sim medo. O amor permite questionar, convide um cristão a questionar a Deus e verá.
Lucas Belarmino

Referencias:
http://www.institutofamiliare.com.br/download_anexo/juline-aldane-silveira-e-maria-odete-amaral-ferreira.pdf
http://www.fronteirasdopensamento.com.br/adm/sys/dl.aspx?ct=resumo,59,pdf,20131106_Paul_Zak

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3 comentários sobre “AMOR – Por que amamos?

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