O surgimento da mãe de Jesus – Concepção Imaculada?

Por Laudenir Araújo

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Com a proximidade da festa de comemoração do “nascimento” de Cristo, que segundo os concílios católicos só foi definido em 325, pelo Imperador pagão Constantino no Concílio de Nicéia, vamos contar como se deu outro mito, que assim como Jesus, também foi inventado pelos imperadores romanos.

Para que fosse dado à Joshua Ben Pandira  -Jesus Cristo – o status de “filho de deus”, os romanos tinham que procurar uma pessoas livre do pecado original, uma mulher que devotasse toda a sua pureza e que não houvesse sido tocada por nenhum outro homem.

Um texto de Paul Lafargue revela como (e porque) as mulheres são representadas em religiões antigas e atuais. O subtítulo “estudo de mitologia comparada” é oportuno, uma vez que as religiões antigas e principalmente a Igreja Católica que ( explora a lenda da Virgem Maria) sobrevive impondo a ignorância acerca das relações entre os homens. As divindades do mundo antigo mencionadas no texto, por falta de espaço, não podem ser explicadas como convém. Ao contrário da apologia anarquista da promiscuidade, Lafargue deixa claro que, desde o aparecimento da sociedade de classes, os exploradores necessitam manter sempre o véu místico com que refletem e tentam conservar as relações de produção de sua época e, desesperadamente, buscam apresentar como natural e divina a posição subalterna e submissa da mulher.

Antes de tudo, é preciso questionar se o cristianismo é a única religião que se apoderou do mito da imaculada concepção. A reposta é não!

Em diversas mitologias podemos encontrar mulheres que deram a luz e se mantiveram virgens, como o caso de três deusas gregas, Juno, Minerva e Diana. Na cabeça dos gregos, a ideia de virgindade e de maternidade não eram diferentes. Veremos mais à frente que mãe-virgem quer dizer aquela que não tem um homem, como é o caso da Virgem Maria.

Foi no ano de 431 que no concílio de Éfeso que foi proclamado o primeiro DOGMA Mariano, A maternidade divina de Jesus.

Há várias razões para crermos que Maria não é mãe da natureza divina de Jesus Cristo, mas somente da natureza humana. Primeiro, porque não foi Maria quem gerou Jesus, mas o Espírito Santo. Em Mateus 1:2-16, há 39 menções nas quais alguém gera outro (ex: “Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó”), mas quando chega a Maria, é a única vez na qual o evangelista muda a citação mais comum é diz somente: “Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”. Segundo a Bíblia, quem gerou Jesus não foi Maria, mas o Espírito Santo (Mt.1:20). Como Maria não gerou a divindade de Cristo (que já existia muito antes de Maria) e só é mãe daquilo que gera, logo, Maria não é mãe de Deus.

Em segundo lugar, é nos dito claramente que Jesus se esvaziou de sua própria natureza, ao se tornar humano: “mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fp.2:7). Se Jesus se “esvaziou” de sua natureza (divina), então Maria não era mãe de Deus, mas de “Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Disso dá testemunho o escritor de Hebreus, ao dizer que Jesus se fez igual a nós “em todos os aspectos” (Hb.2:17).

 

Em terceiro lugar, devemos lembrar que por “Deus” entende-se: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, Maria não é mãe do Espírito Santo, logo, não é mãe de Deus. Da mesma forma, Maria não gerou o Pai, logo, não é mãe de Deus. Maria foi mãe unicamente da natureza humana de Jesus Cristo, mas isso não quer dizer que Maria foi “mãe de Deus”. Dizer que Maria era mãe de Deus porque Jesus era Deus é o mesmo que dizer que Maria foi mãe de um deus, e não mãe de Deus, que por implicação significa Pai, Filho e Espírito Santo.

Nestório (386-451), foi um monge da província de Anatólia e que se tornou Arcebispo de Constantinópla, dizia que era impossível a união de um ser divino com um humano, ou seja, se uma união assim ocorresse, Cristo não poderia ser verdadeiramente consubstancial com Deus e consubstancial com os humanos pelo fato de que Jesus iria crescer, amadurecer, sofrer e morrer e Deus não poderia fazer tais coisas, e Jesus vindo de um humano não poderia possuir o poder de Deus ou fazer algo distinto dos humanos.Nestório e todos os que pensavam como ele foram excomungados, banidos da igreja e exilados. O pecado é a ofensa a Deus, ele O entristece, desta forma, a Segunda Pessoa da Trindade não poderia ser concebido em um ventre sujeito ao pecado. Ora, quando recebemos alguém em nossa casa procuramos deixar a casa em ordem, limpa, para que nossos convidados se sintam bem, se sintam acolhidos. Devemos entender a imaculada conceição da Virgem, como esta arrumação, providenciada pelo próprio Deus, pelos méritos de Cristo, para que Ele pudesse se encarnar acusados de heresia.

Havia a necessidade de uma concepção imaculada? Sim! Por que o pecado é a ofensa a Deus, ele se entristecedesta forma, a segunda pessoa da trindade não poderia ser concebido em um ventre sujeito ao pecado. Ora, quando recebemos alguém em nossa casa procuramos deixar a casa em ordem, limpa, para que nossos convidados se sintam bem, se sintam acolhidos. Devemos entender a imaculada conceição da Virgem, como esta arrumação, providenciada pelo próprio Deus, pelos méritos de Cristo, para que ele pudesse se encarnar.

E Assim a farsa da divindade de Jesus ganhou força e perpetuou-se até os dias atuais. Fica aqui resumida a história da imaculada concepção, a maior gestação da história da humanidade.

 

Fontes:

http://www.anovademocracia.com.br/no-31/422-o-mito-da-imaculada-concepcao-estudo-de-mitologia-comparada

http://anaburke.com/2014/11/10/virgindade-eterna-de-maria-quem-nao-pensa-paga-o-preco/

http://www.veritatis.com.br/apologetica/maria-santissima/611-a-imaculada-conceicao-da-virgem-maria

http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/maria-e-mae-de-deus-theotokos.html

 

 

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