Primeiro concílio de Niceia – Onde a farsa começou.

igrejarelax Por Laudenir Araújo

     Desde Lúcio Domício Aureliano (270 – 275 d.C.), os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, com a renúncia de Aureliano a seus “direitos divinos”, em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando, da perseguição aos cristãos, à promoção do Cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através da Igreja, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus”. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.

Muitos pensam que esta reunião foi criada para se discutir quais seriam os livros da bíblia, embora algumas obras afirmem que sim, o Concílio de Niceia discutiu-se quais evangelhos fariam parte da Bíblia, não há menção de que esse assunto estivesse em pauta, nem nas informações dos historiadores do concílio, nem nas atas do concílio que chegaram a nós em três fragmentos: o Credo dos Apóstolos, os cânones, e o decreto senoidal. O Cânone Muratori, do ano 170 d.C., portanto cerca de 150 anos anterior ao concílio, já mencionava os evangelhos que fariam parte da Bíblia. Outros escritores cristãos anteriores ao concílio, como Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Papias de Hierápolis, também já abordavam a questão dos evangelhos que fariam parte da Bíblia.

 

É um fato reconhecido que o anti-judaísmo, ou o anti-semitismo cristão, ganhou um novo impulso com a tomada do controle do Império Romano, sendo o concílio de Niceia um marco neste sentido. Os posteriores concílios da Igreja manteriam esta linha. O Concílio de Antioquia (341 d.C.) proibiu aos cristãos a celebração da Páscoa com os judeus. O Concílio de Laodicéia proibiu os cristãos de observar o Shabbat e de receber prendas de judeus ou mesmo de comer pão ázimo nos festejos judaicos.

O problema que culminou em Nicéia surgiu a partir de uma tensão não resolvida no seio da herança teológica de Orígenes sobre a relação do Filho com o Pai. Por um lado, houve a atribuição de divindade ao Filho, em um relacionamento com o Pai eterno descrito como geração. Por outro lado, houve clara insubordinação eclodindo em um conflito em Alexandria com Arius, um presbítero popular da igreja de Baucalis, desenvolvendo a tensão com a teoria origenismo contra o bispo Alexandre, que defendeu o antigo linha de pensamento. Arius era perfeitamente capaz de debater e atacar Alexandre com motivos não inteiramente acadêmica sob a acusação de sabelianismo. Depois de um sínodo local ouviu os seus próprios pontos de vista e os dispensou e ele, como insalubre, Arius popularizou demonstrou o seu talento literário e político, reunindo além do apoio Alexandria.

O imperador de Roma na época,Flavius Valérius Constantinus, estava preocupado com a unidade do império, que ruía devido à insatisfação do povo contra os abusos, contra o povo. Como forma de controle da população e obviamente, manter a unidade do império mudou a política de perseguição aos cristãos e passou a promovê-la como religião oficial do império. Constantino convocou 318 Bispos de todas as regiões do mundo, sendo que a maior parte deles vinha do oriente, onde a religião era majoritária. Destes 318 apenas 5 representavam o ocidente. O principal assunto debatido foi o Arianísmo:

O historiador Sócrates Escolástico conta que Ário iniciou a controvérsia sob o Patriarca de Alexandria Áquila de Alexandria, quando ele fez o seguinte silogismo:

“Se o Pai gerou o Filho, ele que foi criado teve um início na sua existência”. Daí é evidente que houve um tempo em que o Filho não existia A história inicial da controvérsia ariana pode ser recontada com base em aproximadamente. segue necessariamente que sua substância veio do nada.

Essa ideia não condizia com a ideologia de unidade do Império Romano desejada por Constantino. O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Árius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte. Mas a decisão da Assembléia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos de Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Árius.

Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo (O “Credo da Dedicação”) em, 341, para substituir o de Nicéia. (…) E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano. Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de Junho de 325. E com isso, veio a consequente instituição a Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele. A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia. Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo : “Gerado,  não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus!

Tudo isso nos leva a crer que ohomem chamado “Jesus Cristo” na maneira descrita nos Evangelhos nunca existiu. Suas peripécias são fictícias; não padeceu sob nenhum Pôncio Pilatos; não foi, nem poderia jamais ser a única encarnação do Verbo; e qualquer Igreja, seita ou pessoa que diga o contrário ou está enganada ou enganando. Não quero dizer com isto que um homem assim não pudesse ter nascido, pregado e padecido. É possível sim qie tenha existido um homem chamado Joshua Ben Pandira, mas tais homens nascem continuamente, e continuarão a nascer por todos os tempos e também morreram como qualquer outro homem.

 

Fontes:

http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-igreja/971-o-concilio-de-niceia

http://mb-soft.com/believe/ttcm/nicaea.htm

http://www.cursosdemagia.com.br/concilio.htm

 

 


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